2012.2 - Segunda Fase
Disciplinas: Desenho aplicado / Teoria da forma / Composição / História e evolução do design / Comportamento do consumidor e economia / Metodologia de projeto / Semiótica /Sociologia e cultura.

VOLTAR

quarta-feira, 6 de março de 2013

DESENHO APLICADO


Primeira parte: Rosto

     A principal finalidade da disciplina de desenho aplicado é a representação humana através do desenho. No decorrer do semestre foram ensinados várias técnicas que iam evoluindo de acordo com a idade. Primeiramente, aprendemos sobre o rosto dos bebês. Nesta parte observou-se que a principal diferença entre um adulto e um bebê é a face mais arredondada; olhos, boca, nariz e orelhas. 
Depois, partimos para as crianças com idade mais avançada e adultos. Foi estudado todos os componentes faciais de um adulto, nos ângulos de frente, perfil e meio perfil.

     Para a finalização da primeira parte do semestre foi passado um trabalho, no qual, tinhamos que desenhar um rosto, independente da idade, em tamanho real para a exposição. Optei por desenhar meu irmão de oito anos, Davi. 

FOTO ORIGINAL



DESENHO




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Metodologia de projeto - Trabalho final - Biquínis Eco

     Durante o semestre 2012.2 fomos expostos a uma série de métodos que nos ajudariam na formulação de nossos fututos projetos. A cada novo método elaboravamos uma atividade, que ao todo, consistiriam em um projeto final. O tema proposto foi a brasilidade e eu, juntamente com as alunas Cleidiane Pereira e Ana Vitória Belati decidimos criar uma coleção de biquínis baseada nos elementos da fauna e da flora brasileira que correm risco de extinção, a fim de ajudar na divulgação da importância da preservação ambiental de uma maneira atrativa e mais comum ao dia-a-dia da mulher brasileira.
     O tema proposto "Eco-conscientização" foi abordado nas estampas confeccionadas, como também, nas etiquetas informativas que acompanhariam o produto. Além disso, elaboramos também um protótipo de site para a divulgação dos produtos. 
    



PROTÓTIPO DO SITE COM AS PEÇAS:
Clique nas imagens e as veja em tamanho ampliado!
 









PROTÓTIPO DE ETIQUETA INFORMATIVA:


     Obtivemos nota máxima neste trabalho!

Comportamento do consumidor e economia - Óculos Brooklin - Absurda

     Após a conclusão dos conteúdos do semestre tivemos que escolher um produto e elaborar um trabalho que englobaria todo o material estudado. O produto escolhido foi o óculos Brooklin, da marca Absurda.
     Este trabalho possui a finalidade de analisar o comportamento dos consumidores do segmento óptico das regiões de Garopaba e Florianópolis. Para este estudo foi realizado um questionário, no qual, sua principal função foi apontar os fatores que influenciam os consumidores de óculos solares, divididos em grupos distintos, a fim de analisar a performance do óculos Brooklin, da marca Absurda. Após a coleta dos dados foram identificadas as principais caracteristicas do público a fim de verificar se o produto escolhido esta dentro das espectativas dos consumidores em questão. A coleta dos dados forneceu a possibilidade de apontar os possíveis acertos e erros em relação a difusão da marca e os aspectos do produto estudado. Tudo isso com o objetivo de aprender a relacionar o conhecimento teórico estudado durante o semestre com a prática, firmando os principios da importância do conhecimento a respeito do comportamento dos consumidores para a prosperidade e êxito de qualquer empresa ou negócio.





PRODUTO ANALISADO:








Comportamento do consumidor e economia - Perfis digigráficos e o Consumo no Brasil em 2020

Tema: Perfis digigráficos e o Consumo no Brasil em 2020.





 
QUESTÃO 1 -
Quais as principais características de cada um dos perfis digigráficos? Dê um exemplo de produto e ação para cada tipo de perfil. 

RESPOSTA:
     Antes de apontar  as principais características de cada perfil digigráfico é interessante exemplificar de maneira introdutória os critérios utilizados para a elaboração desse estudo, que possui como intuito demonstrar as modificações trazidas pelo digital que, atualmente, fazem parte de um gama de grupos heterogêneos.
     Diferente do costume essas modificações no comportamento digital não são relacionadas ao sexo, nem a idade e muito menos as classes sociais, mas sim, ao grau de utilização dos equipamentos e recursos tecnológicos, a intensão de consumo dos produtos digitais e o quanto os recursos digitais servem para moldar suas identidades.
     Sendo assim, além das classificações convencionais como  demografia  e psicografia, criou-se um novo perfil para analisar o comportamento dos consumidores da era digital, este, por sua vez, foi chamado de perfil digigráfico e foi dividido em cinco grupos (Imersos, Ferramentados, Fascinados, Emparelhados e Evoluídos).
     Os imersos são os consumidores que obtiveram parte de sua identidade definida a partir da tecnologia. Foi através dela que conseguiram se encontrar e  especificar melhor seus interesses. Com seus interesses mais definidos foi possível estabelecer melhores vínculos com o mundo. Esse grupo pode ser taxado, de maneira positiva, como possuidor de um transtorno bipolar, pois, seus integrantes tiveram a possibilidade de dar vida a novas personas através da definição de suas personalidades e identidades pela era digital.  Um exemplo de ação para este perfil é a criação de novas identidades em redes sociais como facebook, Orkut  e Twitter, por exemplo, e o produto são as próprias redes sociais.  Isso torna a esfera do individuo mais expandida, na qual, uma parte significativa de sua personalidade e identidade foram definidas pelos recursos da Era Digital. As pessoas passam a se recriar em um universo novo e aos poucos, enquanto tentam passar para as outras pessoas aquilo que querem ser,  se  convencem de que realmente são. Ou seja, a tecnologia serve para ampliar seus horizontes.
     Os Ferramentados,  por outro lado, são àquelas pessoas que não idolatram a tecnologia, mas sim, apenas recorrem a  ela para agilizar suas tarefas diárias, ajudando e facilitando a vida cotidiana. Esses, não tiveram suas personalidades definidas pelo campo digital, consequentemente, não são dependentes, apenas, redefiniram a maneira como se relacionam com a família, escolas, empresas e governo.  Um exemplo de
produto é o aparelho celular, que permite lidar com a vida cotidiana com mais conveniência, tornando o ato de se comunicar mais rápido e eficiente em alguns momentos. O uso facebook, como produto para tornar as relações possíveis, melhores e mais horizontais pode ser um exemplo de ação para este grupo de pessoas,  a utilização da internet para pesquisa escolar ou para trabalho também são exemplos. Essas pessoas procuram nos meios digitais maneiras que contribuem na eficiência de suas vidas, trabalhos ou estudos.
      Os Fascinados são os consumidores que fazem do campo digital  um símbolo de modernidade  e tecnologia. Através do uso  dos hábitos e ferramentas digitais essas pessoas sentem-se mais antenadas ao mundo moderno, demonstrando uma intensa modificação no relacionamento com os outros.  Um exemplo de produto é o uso de gadgets como acessórios, muitas vezes, não incorporando-os no  cotidiano e nas tarefas profissionais. Os gadgets passam a ser uma espécie de troféus a serem exibidos e admirados, funcionando como adorno, para mostrar aos outros que eles fazem parte da Era Digital. Um exemplo de ação é a compra compulsiva de novos equipamentos tecnológicos, é comprar um novo celular sem o antigo ter se desgastado, simplesmente pelo fato de ter sido lançado um novo, para basicamente trocar e poder mostrar aos outros que você acompanha a evolução da Era Digital e é portador de novidades.
      Os Emparelhados fazem da tecnologia algo fundamental para a execução de seus projetos de vida. Para eles, o dia a dia só acontece através da era digital, as máquinas são extensões de seus corpos que potencializam suas capacidades humanas e tornam a vida menos complicada.    Eles não se importam com o  valor simbólico dos aparelhos, mas sim,  concentram-se na sua unidade prática.  A tecnologia é uma grande companheira para fazer as coisas acontecerem e a vida digital esta no centro de suas metas e afazeres. Um exemplo de produto é um celular “faz tudo” (com câmera, computador, televisão, quatro chips...), que torna a pessoa dependente no campo digital, tornando a esfera do individuo deste grupo  dada através de sua relação com a máquina, ou seja, o aparelho celular que potencializa suas capacidades humanas. Você se diverte através do celular, você se comunica mais facilmente através do celular (telefonando ou acessando a internet), você grava seus melhores momentos através do aparelho, você faz pesquisas e trabalha  através dele, ou seja, ele torna-se algo indispensável na sua vida. Um exemplo de ação é o uso desse próprio aparelho, como também o uso do computador-internet, para sintonizar-se com o mundo. É usar o computador para pagar contas, para procurar vagas em  estacionamento, para localizar-se através do GPS, para trabalhar e etc.
      Por último, os Evoluídos são àqueles que já nasceram adaptados e crescem no mundo digital. São as crianças e adolescentes que não conhecerem o mundo pré-digital, sendo assim, possuem as máquinas e as tecnologias como seu habitat.  Um exemplo de ação é a busca compulsiva de informações via internet  ou a utilização desses equipamentos para se divertir, através de jogos, por exemplo. O produto é  os e-books. Esse tipo de consumidor esta tão  imerso na era digital que acha desnecessário e um absurdo a busca de informações fora do campo digital, como em livros  por exemplo. Para esse grupo o tempo é elástico, em um momento cabe-se diversas tarefas simultâneas, as coisas  não  começam e nem terminam  ao mesmo tempo. Nisso, há a sensação de tempo em um momento, no qual,  cabe muitas coisas que antes não cabiam.
Você pode jogar, falar com pessoas, pesquisar, tudo ao mesmo tempo através da internet. As tarefas da vida humana tornaram-se mais fáceis e as respostas surgem em uma fração de segundos, a internet poupa o tempo das pessoas. Por fim, o estudo destes perfis demonstram como os consumidores se relacionam com a tecnologia e como ela impacta suas realidades.

QUESTÃO 2 –
Qual a importância/relação da  matéria veiculada pela Revista Exame com a
disciplina Comportamento do Consumidor e Economia?

RESPOSTA:

     A matéria estipula e prevê o crescimento do consumo no Brasil e diz, por exemplo, que daqui a 10 anos irá nascer uma Inglaterra ou uma França no Brasil. Isso se dá através do estudo do comportamento dos consumidores e suas influencias na economia nacional.
     A disciplina comportamento do Consumidor e Economia estuda os processos envolvidos  neste crescimento, ou seja, quando os indivíduos selecionam, compram, usam ou dispõem de produtos, serviços e ideais/experiências par satisfazer seus desejos e necessidades, como também, suas influencias no meio  econômico.  O estudo do comportamento do consumidor na matéria demonstra,  por exemplo,  que em 2020 o consumo das famílias brasileiras deve quase dobrar, o que abre  um leque de possibilidades para a produção de novos produtos, bem como, aperfeiçoamento de velhos para suprir este mercado. A matéria estabelece uma série previsões para o consumo, todas baseadas no comportamento do consumidor. Essas previsões  afetarão a economia de  forma positiva.  Um exemplo é o estudo dos consumidores do Nordeste,
através desta analise observa-se um grande crescimento e com isso, um melhor atendimento aos consumidores, oferecendo-lhes a oportunidade de migração entre classes  e fazendo com que a economia não fique estática, mas sim, movimentando-se em busca de crescimento.  Essa migração  de classes pode ser estudada na disciplina de comportamento do consumidor, na qual, a segmentação do mercado é um importante aspecto comportamental. Isso é de fundamental importância  à  medida que as pessoas são capacitadas para construir seu próprio espaço  de consumo, observado na matéria através da analise da mudança na compra de azeite, vinhos, padaria, onde ao invés de comprar apenas pão francês você compra um pão de 7 grãos, por exemplo. O consumidor passa a compor um repertorio de categorias e marcas novas, o que torna a sua categorização mais ampla, pois, na segmentação de mercado o consumidor pode ser categorizado  de acordo com vários requisitos, dentre eles, o uso de produtos diversificados.
     O estudo desses  novos comportamentos previstos, ou seja, a análise de uma população mais economicamente ativa, com mais renda, com índice de desemprego reduzindo, causa essa aceleração prevista na matéria até 2020. Essa ânsia de gastar se dá também pela facilidade de compra que as populações possuem na atualidade. A Web é um grande exemplo de transformação do modo como os consumidores interagem com as empresas e uns com os outros.  E essa interação, também é algo a ser estudado na disciplina do comportamento do consumidor, embora haja problemas neste meio virtual, como a perda de privacidade ou a  deterioração  das relações sociais,  este novo método de comprar  contribui  também  para a movimentação da economia e gera novos grupos de consumidores adeptos a Era Digital. Outro fator importante a ser comentado, é a elevação no consumo  em cenários como  o Nordeste. A análise  mostra  que  há a necessidade das empresas em estarem atentas a estes novos potenciais de consumo,  que  é preciso um estudo a fundo dos comportamentos  econômicos  para poder prever  os novos locais de manifestações de consumo e implantar suas unidades fabris nessas regiões para melhor entender este novo consumidor e a partir dai, criar soluções e produtos destinados a esta diferenciação de consumidores. Este fator, assim como todos  os outros comentados, só se dá  através do uso dos conhecimentos da disciplina em questão. Através desse conhecimento as empresas poderão, por exemplo, criar melhores atividades de marketing, que exerçam maior impacto sobre os indivíduos.  O comportamento do consumidor é importante para o entendimento das questões da politica publica como também, da  dinâmica  da cultura popular.
     A objetividade  das análises  científicas  nesta matéria  demonstra  o  consumidor como um indivíduo  que toma  decisões  através de uma perspectiva positivista.  A identificação  dos motivos do consumidor é um fator importante para assegurar  que  as necessidades apropriadas serão atingidas por um produto e, como já foi mencionado, em suma, é exatamente isso que a matéria tenta estipular. Sendo assim, tem-se que, cada vez que alguém compra algo, esse alguém colabora para  o  desenvolvimento de  um cenário  promissor de consumo, descrito no vídeo  da EXAME e estudado  pela disciplina de comportamento do consumidor e economia.


Semiótica - Anel solitário - Tiffany & co

     O objetivo central da disciplina foi capacitar os alunos na compreensão da semiótica com a finalidade de reconhecer a sua contribuição aplicada ao design e por fim, poder aplicá-los na prática projetual.

Ementa:
Introdução à teoria da informação aplicada ao design;
Introdução à teoria da comunicação aplicada ao design;
Introdução a semiologia, definição de termos, considerações históricas, divisão dos signos, objeto-signo, signo-imagem.
Teoria dos signos de Peirce, significação e aplicação. 
Teoria de Morris, sintática, semântica e pragmática.
Teoria de Eco, conotação e denotação.

     Com base nesses conteúdos foi proposto quatro trabalhos a serem realizados em trio, todos com base em apenas um objeto escolhido pelo próprio grupo. Eu e as alunas Ana Vitória Bellati e Cleidiana Pereira, escolhemos o anel solitário, da Tiffany & co.

OBJETO A SER ANALISADO:
Anel solitário - Tiffany & co. 

Trabalho 1 - Pierce
Trabalho 2- Morris
Trabalho 3- Eco
* Trabalho 4 - RELEITURA

TRABALHO 1- Pierce

   Após a escolha do objeto, neste primeiro trabalho tivemos que analisá-lo sob a ótica de Pierce (primeiridade, secundidade, terceiridade; signo tríadico; classificação dos signos), na qual, mostrarei aqui apenas de forma resumida.
     Com a  imagem do anel em mãos, primeiramente, analismos as categorias fonomenológicas, mostradas a seguir:

* Primeiridade: A primeiridade é a qualidade do sentir, é o universo do segundo percebido. É a consciência no momento vivido, sem reflexão. De forma simples, é como se fosse a primeira impressão que se tem do objeto, como já foi dito, sem reflexãto a respeito do mesmo. Sendo assim, com o produdo analisado observa-se uma jóia/anel, na cor dourada, com uma gema/pedra.

* Secundidade: A secundidade, por sua vez, é a primeiridade mais a reação. É a corporificação do material. É a ação e reação ainda em nível de binariedade pura. Simploriamente, é o que o objeto nos transmite diretamente. Em relação ao produto da Tiffany, tem-se a emoção e a beleza.





* Terceiridade: Na terceiridade observa-se um signo ou uma representação. É a primeiridade mais a secundidade numa síntese intelectual, corresponde a camada de inteligibilidade, ou pensamento dos signos, atarvés da qual representamos e interpretamos o mundo. Com o anel Tiffany conclui-se que ele é um anel de tradição, usado em noivados ou em festas de 15 anos. No qual, o diamanete, através de sua dureza, transparencia e exclusividade representa a eternidade, a pureza e a unicidade dos sentimentos.


Relação Tríadrica: Signo, interprete e interpretante.
Objeto signo: O próprio anel.
Interprete: É quem receberá o anel.
Interpretante: É o processo relacional que irá se criar na mente da pessoa presenteada.

Classificação dos signos: O objeto analisado é um símbolo, pois, ele foi convencionado através de uma associação de ideias a ser um anel de noivado ou um presente de 15 anos.

TRABALHO 2 - Morris

     Na segunda etapa da disciplina estudamos Morris (Semiose; dimensão sintática, dimensão semântica e, dimensão pragmática) e tivemos que analisar o objeto de acordo com sua visão.

Dimensão sintática: Observa-se um anel de ouro amarelo e branco, com uma gema/pedra, utilizado como objeto de adorno feminino.


Dimensão semântica: É um anel que representa o noivado, no qual, o elemento diamante significa a pureza, devido sua transparência, a unicidade, por cada diamante ser único, e a eternidade, representada pela dureza da gema. Tradicionalmente ele é usado no dedo anular da mão esquerda, na qual, segundo os egípcios corre uma veia diretamente para o coração, vena amoris (veia do amor).


Dimensão pragmática: É um anel de ouro, simples, sem desenhos, apenas com um diamante cravado.

Triângulo:

 



Conceito de Polissemia: É polissêmico porque é um objeto de adorno e, uma representação do noivado.


TRABALHO 3 - Eco

[ Conteúdo indisponível no momento ]


TRABALHO 4 - Design ou Redesign

      Nesta parte tivemos que elaborar um novo produto ou modificar o antigo e analisá-lo sob a ótica de um dos autores estudados. O autor escolhido foi Morris. 

RELEITURA DO ANEL SOLITÁRIO 
Ilustração confeccionada com folha canson preta, gramatura 180, papel vegetal, canetinha hidrocor, tinta branca e caneta preta. 

Dimensão sintática: É um conjunto de alianças em ouro amarelo, na qual uma delas possui uma gema/pedra, utilizada como adorno.

Dimensão semântica: É um conjunto de alianças que representa o noivado, no qual, o elemento (diamante) significa a pureza, devido sua transparência, a unicidade, por cada diamante ser único, e a eternidade, representada pela dureza do diamante. Ao unir as alianças observa-se a formação de um coração, o que representa a união do casal no amor. As alianças seguem o padrão tradicional de uso, ou seja, são utilizadas no dedo anular esquerdo, que faz jus a lenda egípcia, que diz que neste dedo corre uma veia diretamente para o coração, a vena amoris (veia do amor).

Dimensão pragmática: É um conjunto de alianças, simples, sem desenhos, uma deClas é vazada e possui um diamanate cravado.

Triângulo:

Conceito de polissemia: É polissêmico, pois, além de ser uma representação do noivado é um objeto de adorno feminino e masculino.

SOCIOLOGIA + CULTURA + DESIGN

Trabalho final da disciplina de Sociologia e Cultura!


TRABALHO FINAL
SOCIOLOGIA – ANTHONY GIDDENS
O PROCESSO CIVILIZADOR – NORBERT ELIAS
A CORROSÃO DO CARÁTER – RICHARD SENNETT
  


INTRODUÇÃO:

O seguinte trabalho ira fazer uma análise da perspectiva do design sob a visão de Anthony Giddens, Norbet Elias e Richard Sennett, esta ponte será fundamentada nos livros “Sociologia”, “O processo civilizador” e a “Corrosão do caráter”.  O objetivo principal será entender a importância do design nos diversos campos de atuação do ser humano, abordando questões distintas, refletidas nos conceitos sociológicos culturais, na cultura e na modernidade, a fim de tentar entender como design se encaixa e acompanha o processo de evolução social. O trabalho estudará também a importância do profissional de design no âmbito sociológico e tentará estabelecer a real importância da sociologia no desenvolvimento de um projeto de design.

DESENVOLVIMENTO: 

A sociologia é o estudo da vida social humana, grupos e sociedade. Através dela observa-se o quão necessário é adotar-se uma perspectiva mais abrangente do modo como os seres humanos agem e das razões pelas quais agem. Ela mostra que o que é considerado natural, inevitável, bom ou verdadeiro pode não o ser, e o que as pessoas tomam como dado em suas vidas é fortemente influenciado por forças históricas e sociais. A imaginação sociológica implica, acima de tudo, abstrair-se das rotinas familiares da vida cotidiana de maneira a poder olhá-la de forma diferente. Um bom exemplo é o café, que através da perspectiva sociológica deixa de ser apenas uma bebida e passa a ter um valor simbólico. Observa-se que em todas as sociedades, na realidade, beber e comer proporcionam ocasiões para a interação social e o desempenho de rituais e tal fornece temáticas ricas para o estudo sociológico e implementação do design.
            O design, por sua vez, é a atividade projetual responsável pelo planejamento, criação e desenvolvimento de produtos e serviços. É um processo que busca soluções criativas e inovadoras para atender às características dos produtos, às necessidades do cliente e da empresa de forma sintonizada com as demandas e oportunidades do mercado. O design busca soluções originais de função, de uso de materiais e tecnologias, de produtividade e sustentabilidade, agregando novos valores a produtos e serviços. Mas, afinal, qual a relação da sociologia com o design?
            Tanto a sociologia quanto o design dependem do estudo da vida social humana para a elaboração de seus trabalhos. A perspectiva abrangente do modo como os seres humanos agem é fundamental em cada uma das áreas descritas. Os designers e os sociólogos estão interessados nas razões pelas quais os contrastes culturais agem na vida dos seres humanos. Estudar as transações globais é uma tarefa importante nesses dois campos de atuação, pois, para eles é importante perceber de que forma a globalização aumenta a consciência das pessoas acerca de questões que se passam em pontos remotos do planeta. Os sociólogos, mais especificamente, se interessam em incentivar a atuação diária humana em função desse novo conhecimento, o design, por outro lado, possui interesse em compreender os fatores que influenciam as pessoas a agir de tal modo, para que assim, possa atender diferentes demandas de mercado.
            Os meios sociais de onde provimos tem muito a ver com o tipo de decisões que consideramos adequadas. Embora todos sejamos influenciados pelo contexto social em que nos inserimos, nenhum de nós tem o seu comportamento determinado unicamente por esses contextos. É tarefa da sociologia investigar as relações entre o que a sociedade faz de nós e o que nós fazemos de nós próprios e, é papel do design usar isso como ponto estratégico na elaboração de novos projetos, para que no processo criativo possa tornar  as qualidades e características das empresas e de seus produtos mais interessantes e familiares ao mercado.
            Cada meio social possui uma identidade cultural com diferenças únicas que incorporam características de diferentes civilizações. O estudo do desenvolvimento das diferentes civilizações também é algo de extrema importância na sociologia e no design. No texto “O processo civilizador” de Norbert Elias, observa-se que o conceito de civilização esta sempre mudando de acordo com as características, mudanças de valores e pensamentos das diferentes sociedades existentes no mundo. Isso pode justificar o porquê do Design e também, da Sociologia estarem sempre renovando o seu “cardápio” de estudos.
            Este livro trata especificamente da mudança nos costumes da sociedade europeia entre os séculos XIII e XIX, período no qual, inicialmente, não se via manifestações de Design. Entretanto, a revolução industrial trouxe uma série de mudanças que aos poucos tornaram o papel do designer fundamental na organização industrial.  Ela mudou de forma dramática a face do mundo social, incluindo muitos dos nossos hábitos pessoais. A maior parte da comida que ingerimos e das bebidas que tomamos são hoje em dia produzidos por meios industriais. Entretanto, isso não ocorreu de maneira repentina e várias transformações foram fundamentais para o desenvolvimento do processo industrial, dentre elas, destacam-se o aumento da produção que atendia a mercados cada vez maiores e mais distantes do centro fabril. Aumentava também o tamanho das oficinas e das fábricas, as quais reuniam um número maior de trabalhadores e passavam a concentrar um investimento maciço de capital em instalações e equipamentos. A produção, por sua vez, tornava-se seriada através do uso de novos recursos técnicos. Crescia a divisão de tarefas com uma especialização cada vez maior das funções e a mecanização tornou-se um fator dominante no campo trabalhista. E, quem lucrava com esta mecanização era a categoria incipiente dos designers. À medida que a produção se mecanizava em alguns setores, o valor monetário do projeto ia-se tornando cada vez mais explícito.
            Outro fator que contribuiu para a inserção do Design na sociedade foi às mudanças ocorridas na burguesia ao longo do século XX que também foram tratadas por Elias em seu livro. Além da história dessa mudança, Elias estuda o processo por meio do qual as mudanças se processam e, um fenômeno importante a ser analisado nesse sentido, foi a crescente atenção atribuída ao estudo dos chamados “fatores humanos” como aspectos condicionantes do processo de Design.
            O processo de mudança nos costumes ocorrido nesse período pode ser descrito como o avanço do processo civilizador. A sociedade europeia, altamente refinada do século XIX, não chegou àquele grau de refinamento rapidamente, mas gradualmente. E é desta mesma forma gradual que se dá o desenvolvimento do Design ao longo dos tempos, pois, é função do profissional estar sempre sintonizado com as mudanças e novidades do mundo globalizado.
            Boa parte da leitura se baseia no tratado de Erasmo e grande parte do que ele diz ultrapassa nosso patamar de delicadeza. Elias destaca que este livro tem como objetivo “a função de cultivar sentimentos de vergonha”. Todavia, um dos sintomas do processo civilizador é se assustar e achar estranho os hábitos das gerações passadas, o nosso tipo de comportamento evoluiu daquilo que nós chamamos de incivil. Sendo assim, é bem possível que o que consideramos como civilizado hoje, pode não ser para as gerações futuras. Observa-se então que, as sociedades humanas nunca deixam de estar em processo de estruturação. E a sociologia permite que olhemos para o mundo social a partir de muitos pontos de vista, pontos de vista estes que abrem novas portas na busca de soluções eficientes no campo do Design.
             O estudo do desenvolvimento e do comportamento humano faz com que o designer possua um melhor envolvimento comunicacional em relação à empresa e ao mercado, aos meios produtivos, ao meio ambiente e à qualidade de vida das pessoas, pois, muito frequentemente, se compreendermos corretamente o modo como os outros vivem, adquirimos igualmente uma melhor compreensão dos seus problemas, podendo então o designer, utilizar essas referências culturais nos meios visuais que fazem a associação da empresa junto ao público ou então, usar da compreensão dos problemas para solucionar possíveis obstáculos.
            O tratado de Erasmo estuda o comportamento das pessoas em sociedade e de maneira simplista, pode-se dizer que ele é como se fosse um “manual de etiqueta”, dedicado à educação de crianças e jovens, que estariam sendo preparados para fazer parte da sociedade, da nobreza, e assim seriam diferenciados dos camponeses.  Com seu tratado, Erasmo expressou na palavra civilização algo que atendia a uma necessidade social da época.
            Erasmo fala, por exemplo, da maneira como as pessoas olham: O olhar esbugalhado é sinal de estupidez, o olhar fixo é sinal de inércia, o olhar dos que tem inclinação para a ira é cortante demais, o olhar dos impudicos é vivo e eloquente e diz que se seu olhar demonstra uma mente plácida e afabilidade respeitosa, isto é o melhor.
            Ele fala também de coisas que seriam, na época, consideradas certas e erradas. Ele diz que não deve haver meleca nas narinas, que o camponês enxuga o nariz no boné ou no casaco e o fabricante de salsichas no braço ou no cotovelo. Diz que ninguém demonstra decoro usando a mão e, em seguida, enxugando-a na roupa. Explica que é mais descente pegar o catarro em um pano, preferivelmente se afastando das pessoas. Se, quando o individuo assoa com os dois dedos e alguma coisa cai no chão, ele deve pisá-la imediatamente com o pé. Explica também como sentar e cumprimentar alguém.
            Através do tratado, observa-se que na época praticamente não existiam garfos e quando os há são para tirar a carne da travessa. As facas e as colheres são frequentemente usadas em comum. Nem sempre há talheres especiais para todos, se te oferecem alguma coisa liquida, prove-a e, em seguida, devolva a colher depois de secá-la. Erasmo diz que é errado ser o primeiro a se servir, que enfiar os dedos no caldo é coisa dos camponeses. Que não se deve cutucar ao redor da travessa, mas sim, pegar o primeiro pedaço que ver. Erasmo diz que é pouco elegante retirar a comida mastigada da boca e recolocá-la no prato, que caso você não consiga engolir, é melhor virar-se discretamente e cuspir em algum lugar. Os pratos também eram raros e as mesas sempre tinham pouca coisa.
            Todos na época comiam com as mãos, entretanto, na classe alta havia maneiras mais refinadas de fazer isso. Esses lavavam as mãos antes das refeições, mas, como não existia sabonete, apenas estendiam as mãos e o pajem derramava agua sobre elas, que às vezes era levemente perfumada. Na classe alta ninguém põe ambas as mãos na travessa é mais refinado usar apenas três dedos de uma única mão. Mergulhar no molho o pão que mordeu é coisa de camponês. Este é um dos sinais de distinção das classes.
            Sendo assim, temos que, com grande cuidado Erasmo delimita em seu tratado toda a faixa de conduta humana, como também, as principais situações da vida social e de convívio. E com a mesma naturalidade, fala das questões mais elementares e sutis das relações humanas.  
            Erasmo fazia também referencias à onipresença dos anjos para justificar o controle de impulsos aos quais a criança esta acostumada. O processo civilizador, ou seja, que molda os costumes que mais tarde caracterizam um homem como civilizado são moldados por meio do despertar da ansiedade dos jovens, a fim de adequá-los ao padrão de conduta social desejado na época. Elias destaca que neste período da idade média, outras instituições sociais tem um papel importante no controle dos impulsos da criança e, atualmente, observamos que o Design também tem esse controle. Ao se fazer uso das ferramentas do design; dos seus fundamentos; das suas metodologias de trabalho; das suas maneiras de interagir na formação da cultura material; das suas maneiras de proceder na concepção dos objetos; das suas maneiras de utilizar as tecnologias e os materiais; do seu característico sentido estético enquanto atividade projetual; das suas maneiras de realizar a leitura e a configuração do entorno; o design torna-se, no seu sentido e significado mais amplos, um instrumento com um grande potencial para participar e colaborar ativamente na educação formal e informal das crianças e jovens cidadãos nestes tempos de mudança, podendo tornar seus impulsos mais humanos quando bem empregados.
            Segundo Elias a família é a única instituição com a função de instilar controle dos impulsos. Só assim a dependência social da criança face aos pais torna-se particularmente importante como alavanca para a regulação e modelagem socialmente requeridas dos impulsos e emoções. Todavia, o texto “A corrosão do caráter”, de Richard Sennett, mostra o contrário. Com o caráter individual afetado pelo novo capitalismo, que não oferece condições para a construção de uma narrativa linear de vida, sustentada na experiência, observa-se a substituição do trabalhador fordista para o trabalhador flexível. Ele demonstra, ao utilizar o recurso metodológico de histórias de vidas, como o trabalhador fordista (exemplificado pela história de Enrico), apesar de ter seu trabalho burocratizado e rotinizado, consegue construir uma história cumulativa baseada no uso disciplinado do tempo com expectativas a longo prazo. Já para o trabalhador flexibilizado (como no caso de Rico, filho de Enrico), as relações de trabalho, os laços de afinidade com os outros não se processam a longo prazo, em decorrência de uma dinâmica de incertezas e de mudanças constantes de emprego e de moradia que impossibilitam os indivíduos de conhecer os vizinhos, fazer amigos e manter laços com a própria família. Sendo assim, diferente de Elias, que acreditava na influencia do papel familiar nos impulsos da criança, para Richard, o mundo capitalista e trabalhista (porque não também o Design) exercem maior influencia no processo de desenvolvimento da criança/jovem.      
            Nos dias atuais a sociedade esta em contínua revolta contra o tempo rotineiro, com o trabalho taylorista/fordista. Neste sentido, Richard considera que a sociedade procura resolver o problema da rotina com a reestruturação do tempo, com instituições mais flexíveis, criando novas formas de poder e controle. Essas novas formas apresentam uma total ruptura do presente com o passado como forma de atacar a burocracia; a especialização flexível, isto é, “as empresas cooperam e competem ao mesmo tempo, buscando nichos no mercado que cada uma ocupa temporariamente, e não permanentemente, adaptando a curta vida de produto de roupas, têxteis, ou peças de maquinas”; a concentração do poder sem centralização, que aparentemente parece dar ao trabalho em equipe maior controle sob o trabalho que desenvolve, mas na verdade, quem decide o que fazer e quando, ainda é o capitalista, restando aos trabalhadores apenas fazer suas atividades.
            O Design entra nesta busca insaciável com a função de suprir os diferentes nichos de mercado que cada ser ocupa temporariamente. As frequentes mudanças na vida das pessoas tornam preciso a criação de novos produtos/serviços que se adaptem aos novos costumes, que logo, serão velhos. O Design de Moda, mas especificamente, é algo que esta em constante mudança, carregando consigo seguidores fiéis. Um produto não somente torna-se mais atraente por estar na moda, como também faz-se indispensável a sua substituição , assim que saísse da moda. O estilo é um propulsor sistemático de novas vendas e a ideia de obsolescência estilística – ou seja, de que um artigo se tornasse obsoleto em termos estéticos muito antes de se desgastar pelo seu funcionamento – começava a tomar forma como estratégia mercadológica, pressionando o consumidor a comprar novos produtos com frequência.
            Quanto mais o designer sabe a cerca das razoes pelas quais as pessoas agem e como funciona a sociedade, mais provável será que ele seja capaz de influenciar o mercado consumidor. Para alcançar esse conhecimento o profissional necessita de uma formação bem eclética, que aborde não só os estudos projetuais, mas também, análises sociológicas, biológicas, geográficas e etc. Auguste Comte, Émile Durkhein e Karl Marx com suas ideias e teorias a respeito das sociedades, são grandes nomes da sociologia que podem não só influenciar, como também aperfeiçoar os trabalhos de design.
            O livro de Elias permite fazer algumas reflexões importantes a respeito das atitudes e costumes da sociedade, como elas são moldadas, em geral, de cima para baixo. Isto é, que primeiramente se molda o comportamento das elites culturais e depois este comportamento é “popularizado”.  Vê-se essa estratégia muito usada na atividade projetual há muitos anos, um exemplo é da fabrica Wedgwood, do século XVIII, que atento ao mercado de classe média observou o interesse destes pelos artigos de elite. Através disso, projetou-se uma louça cujo aspecto se aproximasse da porcelana, mas de preço acessível para atender esses consumidores. Wedgwood conseguiu aperfeiçoar uma espécie de cerâmica esmaltada, obtendo um incrível sucesso em sua produção industrial.
            Um elemento importante e central que se destaca no livro de Richard é como trabalho assume uma centralidade indispensável na vida cotidiana dos seres humanos, mostrando que o trabalho é uma arena onde as pessoas se afirmam ou se negam em termos senso de si mesmas, dotando de sentido ou não as suas vidas e se reconhecendo ou não nos outros. O livro faz com que o leitor se desdobre diante dos próprios questionamentos que ele traz, questionando sobre as nossas próprias histórias de vida, e sobre como estamos enfrentando os fracassos e construindo nossas narrativas em um sistema capitalista que valoriza o descartável, o volúvel, o curto prazo, e, acima de tudo o individualismo. Cabe então, ao design, tentar tornar esse ciclo vicioso de troca de produtos menos prejudicial às pessoas e ao mundo, uma alternativa para a contribuição neste sistema cíclico é a utilização do design sustentável.
            Em suma, para o Design permanece a lição de como tudo que se projeta também reflete um projeto de sociedade e de como é importante, portanto, manter sempre uma consciência clara do tipo de sociedade que se deseja projetar.